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Planejamento Estratégico de E-commerce para 2026: Como Crescer com Dados, Margem e Previsibilidade
5
minutos

Valentine Eggres
Uma análise prática e orientada a dados sobre como estruturar o planejamento estratégico do e-commerce para 2026. Neste conteúdo, Gabriel Bochio, fundador da Velocity Digital, mostra como transformar números em direção, conectando metas, sazonalidade, mix de produtos, canais de venda e precificação em uma estratégia sustentável. Ao longo do material, você vai entender como planejar com base em dados históricos, interpretar a Curva ABC, alinhar expectativas por canal, estruturar uma precificação saudável, crescer com controle financeiro, evitando decisões impulsivas e erros silenciosos de margem. Ideal para quem quer sair do planejamento baseado em intenção e construir crescimento com método, previsibilidade e escala consistente ao longo do ano.
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Planejamento não começa com metas. Começa com números 📊
Metas sem base não constroem crescimento, apenas criam expectativas difíceis de sustentar.
Ainda assim, é recorrente ver e-commerces iniciarem o ano projetando faturamentos ousados antes de compreender, com profundidade, os dados que realmente sustentam a operação.
É exatamente sobre isso que falamos no isódio 19 do Prax Talks.
Recebemos Gabriel Bochio, fundador da Velocity Digital, para um papo direto e prático sobre como estruturar o planejamento de 2026 a partir de dados reais.
Ao longo do talk, Gabriel compartilha como conduz o planejamento estratégico de dezenas de marcas utilizando a Prax como base de leitura e organização das informações essenciais:
• histórico de vendas
• padrões de sazonalidade
• comportamento por canal
• desempenho real do mix de produtos
• impacto da precificação na margem
Quando essas variáveis deixam de ser analisadas isoladamente e passam a ser interpretadas em conjunto, o planejamento deixa de ser projeção. Passa a ser método.
Crescimento deixa de depender de expectativa e passa a depender de estrutura.
Sem base numérica, meta é apenas intenção!
Antes de falar em crescimento, é preciso responder a uma pergunta simples:
Onde você quer chegar e o que precisa acontecer para isso?
Metas de faturamento só fazem sentido quando conectadas às variáveis estruturais do negócio:
• ticket médio
• taxa de conversão
• volume de acessos
• investimento em marketing
• capacidade operacional
Como Gabriel resume de forma direta:
“E-commerce é matemática — se 1 + 1 não dá 2, tem algo errado.”
O planejamento eficiente parte do histórico.
Analisar o último ano permite compreender médias reais, oscilações sazonais e limites operacionais antes de projetar qualquer novo patamar.
Porque crescer não é definir um número maior. É entender, com clareza, quais variáveis sustentam esse número e quais o inviabilizam.
Sazonalidade define quando acelerar, segurar ou ajustar!
Nem todo mês é feito para escalar 🚫 📈
Ignorar isso leva a dois erros clássicos do e-commerce: investir pesado quando não há demanda ou chegar despreparado quando ela explode.
No talk, Gabriel mostra que sazonalidade não é apenas vender mais no fim do ano. Ela impacta conversão, comportamento do consumidor e eficiência da mídia.
A análise correta passa por:
• identificar meses de alta e baixa demanda
• entender como a taxa de conversão oscila nesses períodos
• definir quando promover, lançar ou preservar margem
Quando a sazonalidade é respeitada, o planejamento deixa de ser linear. Ele passa a ser adaptativo.
Mídia, estoque e equipe deixam de operar no automático e passam a acompanhar o ritmo real do mercado, evitando desperdício em períodos fracos e rupturas nos picos.
Sazonalidade não é detalhe. É estrutura.
Mix de produto e Curva ABC sustentam o crescimento 🧩
Outro ponto central do planejamento está na leitura estratégica do portfólio.
Nem todo produto contribui da mesma forma para o crescimento. Ignorar isso distorce decisões de investimento e estoque.
Gabriel reforça um padrão recorrente: uma parcela reduzida do catálogo concentra a maior parte da receita. É a lógica da Curva ABC.
Na prática, isso significa que poucos produtos sustentam o negócio. São eles que devem receber prioridade em mídia, disponibilidade e comunicação.
Mapear corretamente a Curva A permite:
• direcionar investimento para itens com maior potencial de retorno
• planejar estoque com mais precisão
• evitar imobilização de capital em produtos de baixa saída
Já os produtos com desempenho inferior exigem decisões objetivas: testar, reposicionar ou retirar do mix.
Manter itens que não performam costuma gerar estoque parado e pressionar a margem.
Outro ponto essencial é que a Curva ABC não é estática.
O comportamento dos produtos muda ao longo do tempo. Monitorar essa dinâmica evita erros de planejamento e permite ajustes antes que o problema apareça no caixa.
Quando o e-commerce entende profundamente seu mix, crescimento deixa de ser tentativa. Passa a ser decisão.
Cada canal de venda tem um papel 🎯
Um erro comum no planejamento é cobrar o mesmo resultado de todos os canais.
No talk, Gabriel reforça que cada canal ocupa uma posição diferente na estratégia. Quando essa função não está clara, a análise fica distorcida e as decisões passam a ser reativas.
🔎 Os canais operam com lógicas distintas:
• Google concentra intenção de compra. Conversões tendem a ser mais diretas e o ROAS mais previsível.
• Meta atua com força no topo do funil, construindo demanda e estimulando recompra.
• Influenciadores geram resultado quando existe continuidade e autenticidade, fortalecendo marca e recorrência ao longo do tempo.
Esperar o mesmo retorno imediato de todos eles gera frustração e cortes precipitados.
Planejamento eficiente exige alinhar expectativa com função estratégica.
🔎 Quando o papel de cada canal está definido, o e-commerce consegue:
• estabelecer metas realistas de performance
• distribuir orçamento com mais inteligência
• avaliar resultados com critérios adequados e não apenas pelo ROAS isolado
Mais importante do que decidir onde investir é entender por que investir.
Ao analisar os canais pelo impacto que geram ao longo do funil e não apenas pelo retorno imediato, o crescimento deixa de ser volátil e passa a ser mais previsível.
Precificação: o detalhe que protege ou destrói a margem💰
A precificação é uma das áreas mais sensíveis do e-commerce.
Pequenos desvios percentuais, quando multiplicados pelo volume de vendas, podem corroer a margem sem que o empreendedor perceba, criando prejuízos silenciosos ao longo do tempo.
⚠️ Precificar corretamente exige visão sistêmica.
Não se trata apenas do custo do produto. É necessário considerar os elementos que impactam diretamente o resultado:
• impostos
• investimentos em marketing
• taxas de operação
Quando esses componentes não estão claros, o negócio pode parecer saudável no faturamento, mas frágil na margem.
Outro ponto estratégico é o frete.
Tratá-lo apenas como custo é um erro. Quando estruturado corretamente, o subsídio de frete pode aumentar conversão e competitividade sem comprometer o resultado final.
Precificação não é sobre quanto cobrar. É sobre garantir que o crescimento seja financeiramente sustentável.
Quando a estrutura está alinhada à realidade da operação, decisões de escala, investimento e expansão passam a ser feitas com segurança.
Crescimento saudável exige controle e previsibilidade!
Crescer rápido sem estrutura é um risco real 🚨
Gabriel cita casos de empresas que venderam muito em períodos como a Black Friday, mas enfrentaram dificuldades nos meses seguintes por falta de controle financeiro e operacional.
Faturar não é o mesmo que crescer.
Crescimento sustentável exige visão integrada do negócio.
Isso significa:
• ajustar custos conforme a sazonalidade
• planejar equipe, estoque e marketing de forma coordenada
• trabalhar com margens realistas entre 5% e 15% no e-commerce
• evitar o ego do ROAS alto sem contexto
Buscar apenas aceleração pode gerar picos. Construir estrutura gera continuidade.
O que sustenta um e-commerce no longo prazo não é a velocidade, é a previsibilidade. Crescer de forma repetível, financeiramente saudável e alinhada à operação.
O papel da Prax no planejamento🚀
Ao longo do talk, fica evidente que o maior desafio do e-commerce não é a falta de informação.
Dados existem e em excesso. O problema está em organizar, interpretar e conectar essas informações de forma estratégica.
É nesse ponto que a Prax deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a ser parte ativa do planejamento.
A plataforma centraliza indicadores que normalmente estão dispersos entre planilhas, mídia e relatórios.
Ao integrar metas, sazonalidade, produtos, canais e margem em um único ambiente, a leitura do negócio se torna clara e estratégica.
Na prática, isso permite:
• planejar o ano com base em dados históricos consolidados
• monitorar metas e identificar desvios antes que se tornem problemas
• entender quais produtos e canais realmente sustentam o faturamento
• ajustar investimento, estoque e operação com previsibilidade
Quando os números estão organizados e acessíveis, o planejamento deixa de depender de percepção e passa a se apoiar em contexto, histórico e análise integrada.
E é essa mudança que transforma crescimento em estratégia consistente‼️
Crescer com método é uma decisão estratégica!
Planejar 2026 não é tentar prever o futuro 🗓️
É entender o passado e agir com método no presente.
O talk com Gabriel Bochio reforça um princípio claro: e-commerces que crescem com consistência são aqueles que dominam seus números, operam dentro da realidade da margem e ajustam decisões com base em dados.
Crescimento sólido não é intensidade momentânea. É construção contínua.
Se o objetivo é estruturar um ano mais previsível, financeiramente saudável e estrategicamente alinhado, esse episódio do Prax Talks é um ponto de partida essencial!
O episódio completo com Gabriel Bochio já está disponível!
Assista:
Esse é o tipo de papo que define quem irá crescer em 2026!
@prax.analytics & @velocity.ecomm
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